III Encontro de Pesquisadores em Artes Cênicas

Sonhar, realizar e pensar as artes cênicas em contexto de pandemia

De 09 a 13 de agosto de 2021

As mesmas acontecem sempre às 14h – Verificar mais detalhes na publicação anterior.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

Transmitida através do canal do PPGAC-UFBA no YouTube.

09 de agosto – Segunda-feira

17h

Espetáculo musical: “Uma história de Sertão”

Pesquisador: Natan Carlos Raposo Duarte

Andarilho, um jovem nordestino sai pelas trilhas do sertão em busca de seu sonho, um sonho tão grande que nem ele mesmo sabe dizer qual é. Durante a sua caminhada, o herói encontra personagens simbólicos que expressam a diversidade sertaneja. A montagem soteropolitana desenha um rico nordeste, que é apresentado em canções autorais por um elenco composto por sete atores-cantores. Adaptado do livro Uma história de sertão do autor baiano Alec Saramago, o espetáculo foi concebido como peça teatral remota, filmada em uma locação (Espaço Cultural Beluna, em Salvador). Direção cênica: Natan Duarte; Direção vocal: Ivani de Brito; Direção musical: Roberto Cândido; Figurinos: Roberto Laplane; Adereços e máscaras: Maurício Pedrosa. O projeto foi financiado através do prêmio Jorge Portugal, Lei Aldir Blanc, promovido pela FUNCEB/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Idealizada pelo dançarino e coreógrafo Eduardo Lemos. No elenco, Fred Ailandro; Eduardo Lemos; Rafael Charrete; Iran Costa; Vanessa Damásio; Daniela Silva e Alícia Alves. A montagem já foi vista por mais de 2000 espectadores, foi tema de aulas remotas nas redes de ensino municipal de Salvador e do Estado da Bahia e, também, analisada em disciplinas voltadas ao estudo de cenografia e de maquiagem que foram ministradas pelos professores Roberto Laplagne e Ricardo Brugger na UFRB. Duração: 1 hora

10 de agosto – Terça-feira

10h

Espetáculo: “Fricções”

Pesquisadora: Carla Medianeira Antonello

Inspirado na obra de Graciliano Ramos, particularmente na inquietação gerada pelos romances Caetés, Angústia, Infância e Insônia. O processo de criação teceu um emaranhado de situações dramáticas por meio de imagens, palavras soltas e não ditas, grafias, iluminações que narram histórias de vida. Itinerâncias na trama de complexidades em contextos poéticos e pulsantes, contidos nos recônditos de cada um. O espetáculo é resultante de uma pesquisa desenvolvida junto ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)/ 2020-2021, com o projeto intitulado: A Técnica de Inventividade por meio de Études e da Atmosfera Cênica: Na revisitação de Literatura de Graciliano Ramos. Direção/Orientação: Carla Antonello. Com: Anne Carolayne da Silva; Angélica Louise Araújo Brandão; Gercy Paloma Pontes de Araújo; Jamerson Félix de Almeida Santos e Lucas de Araújo Rocha Carvalho. Duração: 45’

Dia 11 de agosto – Quarta-feira

9h

Espetáculo: “Portfolia”

Pesquisadora: Alba Pedreira Vieira

Espetáculo de dança contemporânea que celebra os dez anos da Mosaico Cia de Dança e estimula reflexões sobre o corpo coletivo e as relações humanas em geral (amorosas, familiares, profissionais e outras); (des)conexões intra e interpessoais permeadas por aspectos que “dançam” entre polos – incluindo, assim, na coreografia, movimentos e gestos de afeto e de cumplicidade, bem como de agressões e de competitividade. Com esse espetáculo, a Mosaico marca o caráter “moreno” de suas obras, ao mesclar gêneros e vocabulários artísticos, e repertórios corporais. Há um diálogo com a literatura por meio da poesia de Carlos Drummond de Andrade (“Contradições do Corpo”). Direção artística: Alba Vieira. Performers: Alba Vieira e Caio Fillype. Realização: Mosaico Cia de Dança Contemporânea. Duração: 18’

11h

Espetáculo: “Dança Vadia”

Pesquisadora: Alba Pedreira Vieira

Espetáculo de dança contemporânea sobre relações Brasil/Portugal. Não há leitura literal nem releitura desses temas, mas ações de tensionar, intensificar, multiplicar – corporal e artisticamente – aspectos do contexto histórico-político-cultural que permearam histórias desses dois países que se cruzaram. Há possíveis conexões com acontecimentos e questões da atualidade, como a xenofobia. Revelam-se na obra artística valores dualistas predominantes nessas (his/est)tórias como o bem e o mal, fugacidade da vida humana, tempo contemporâneo que se imprime cada vez mais veloz e avassalador devido às tecnologias digitais, às incertezas frente ao período em que vivemos e outros aspectos. Há poéticas de contraste entre cenas, referências à colonização, ao sagrado e ao profano, e fatos sobre pré-conceitos e preconceitos sofridos até hoje por brasileiros e latinos, e por portugueses. A obra questiona o (de/des)colonialismo e defende o anticolonialismo como potência de superar mitos e lendas que permeiam trans-ações traumáticas. Direção artística: Alba Vieira. Intépretes-criadores: Amanda Reis; Caio Fillype; Humberto Martins; Ricardo Cardoso e Alba Vieira. Voz: Jorge Louraço Figueira. Gravação: Viktor Mafforte. Apoio: UFV. Duração: 15’34’’

17h

Vídeo-arte: “Compañera Visceral

Pesquisadora: Paulina Andrea Dagnino Ojeda

Por meio da dança butoh, numa praia isolada uma corpa gestante encarna o ciclo vital de uma placenta. Produzido de forma autônoma como resultado da pesquisa da Artegestante Coletiva. Duração: 10’

17h20

Vídeodança: “Tremor”

Pesquisadora: Valéria Vicente

Produção artística associada à investigação de doutorado que relaciona tremor, trauma e colonialidade, discutindo o papel do corpo na descolonização do pensamento, da aestesis e das emoções. Tremor é uma frequência somática, um modo de tornar o corpo disponível aos estímulos do espaço e do ambiente, liberando o corpo para redistribuir energias pessoais e sociais. O vídeo foi realizado através da colaboração entre Valéria Vicente e Dominique Rivoaux (Fr/Ing). Design de som: Patrick Wladyka. Duração: 3’

Dia 12 de agosto – Quinta-feira

17h

Cena: “Retalhos Mouriscos”

Pesquisadora: Maicyra Teles Leão e Silva

Com o intuito de movimentar singularidades, convergências e desvios nas matrizes estéticas e nos discursos, questionando as construções estereotipadas ou colonizadas das identidades nordestinas frente à diversidade polifônica desse universo. A cena “Retalhos Mouriscos” foi apresentada em 29 de maio de 2021, a partir de convite do Itaú Cultural para o projeto Cena Gatilho, que busca estimular a criação a partir de questões contemporâneas como alavancas poéticas. O evento intitulou-se Encruzilhada Nordeste(s) (contra)narrativas poéticas e buscou gerar polifonia e pluralidade de perspectivas sobre possíveis nordestes. Duração: 17’

17h20

Cena: “Até Quanto?”

Pesquisador: José Oliveira Parente

A cena se utiliza da linguagem do teatro de objetos (uma das vertentes do teatro de animação contemporâneo) para refletir sobre alguns temas urgentes como desigualdades, privilégios e injustiças sociais. A narrativa é construída a partir das possibilidades simbólicas e metafóricas de objetos comuns: jarra, taça, copinhos descartáveis e uma retroescavadeira de brinquedo, que em cena são os protagonistas. Esse experimento resulta de pesquisas atuais, foi criado e desenvolvido no contexto do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus. Duração: 6’

17h40

Performance: “Meu Corpo Gordo”

Pesquisadora: Leidiane Pereira da Silva

Ato de denúncia em uma sociedade em que os gordos são vistos como doentes e incapazes de dançar, os preconceitos e a gordofobia se tornam cada vez mais evidenciados. Nos tornamos alvos da intolerância social. A performance utiliza como referência perspectivas extraídas da obra do cantor de reggae Edson Gomes, que expressam realidades sociais, calamidades, pobreza, além da cultura de aceitação.

Dia 13 de agosto

Roda de Conversa: Os desafios de realizar nas Artes Cênicas em Contexto de pandemia

14h

Apresentação de casos, seguidos da exibição das produções.

Mediadora: Deolinda Vilhena (PPGAC/ UFBA)

Convidados:

Aícha Marques – “Alimentando as feras”

Alba Vieira (PPGAC/UFBA) – “Horas Perigosas” e “Penitência/ Penitenciária”

Alethea Novaes (PPGAC/ UFBA) – “Dolly”

Diogo Lopes – “Batatinha”

José Rêgo – Pinduka (PPGAC/ UFBA) – “Toada Crianceira – cancioneiro brincante da infância”

Produções:

15h

Espetáculo híbrido: “Alimentando as feras”

Uma experiência teatral no audiovisual, que busca integração máxima entre essas linguagens. Escrito e idealizado por Aícha Marques, o espetáculo conta a história de três mulheres borderline, com perfis e histórias de vida bem distintas, que se encontram em uma sala virtual para uma sessão de terapia em grupo. Ao perceberem que o psicanalista não aparece, resolvem fazer a sessão sem ele, num mergulho na psiquê das personagens e em temas contundentes como autoflagelo, TOC, cleptomania, ansiedade, depressão, compulsão em sexo, consumismo e corrupção. A narrativa tragicômica tem classificação indicativa de 18 anos. Projeto contemplado pelo Selo João Ubaldo Ribeiro de 2020, o texto foi escrito especialmente para as atrizes Evelin Buchegger, Mariana Moreno e para a própria Aícha Marques. A direção audiovisual é de Sofia Federico. O projeto tem apoio financeiro da Funceb/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e foi contemplado pela lei Aldir Blanc. Duração: 45’

16h

Espetáculo: “Horas Perigosas”

Baseado na vida e obra de Clarice Lispector, em especial o Conto Amor, o poema O dançarino hindu, e O Livro dos Prazeres, o espetáculo destaca a sua visão sensível e feminista, muito à frente da sua época, pois tratou de questões existenciais da mulher e também problematizou seu papel social. O vídeo dessa gravação do espetáculo (realizado no Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro, em dezembro de 2020) é interrompido abruptamente, assim como foi/tem sido nossa vida (também artística), com/pela Covid-19. Um “final” que ainda busca por sua finalização. Direção artística: Alba Vieira. Videografia: Erick Paiva e Laboratório de Imagem e Criação em Dança e da Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ. Edição: Alba Vieira, Tatiane Taiga, Erick Paiva. Performers: Alba Vieira e Caio Fillype. Realização: Mosaico Cia de Dança Contemporânea e Mundaú Filmes. Duração: 30’

16h30

Performance: “Penitência/ Penitenciária”

A violência esmaga possibilidades de sonhos e esperanças perpetradas por ideais de desenvolvimento social, amparados pelo universo tecnológico, religioso, político, dentre outros. Com essa “rotunda”, por meio da prática como pesquisa, a performance “Penitencia(ria)” já revela no seu título ideias dicotômicas predominantes em certas culturas e ideologias. Polos opostos e contraditórios de duas palavras similares na aparência, distanciadas em significados. Em “Penitencia(ria)” associamos nas nossas ações alguns destes possíveis significados, via possibilidades inerentes ao fazer ético-estético. Mas seriam as prisões psíquicas que revelariam o ser humano perdido no seu mundo interior e exterior? “Penitencia(ria)” é sobre a violência que assume uma materialidade tangente na sociedade. Concepção e performance: Alba Vieira e Cláudio Magalhães. Edição: Alba Vieira. Videografia: Valéria Sampaio e Caio Fillype. Realização: Mosaico Cia de Dança Contemporânea. Apoio: UFV. Duração: 20’45’’

17h

Espetáculo musical: “Batatinha”

O roteiro parte dos caminhos do sambista baiano Batatinha e suas composições gravadas por vários artistas da MPB. Diogo Lopes Filho atua no espetáculo virtual dirigido por Márcio Meirelles, com texto de Fábio Espírito Santo e direção musical de Jarbas Bittencourt. O projeto é realizado pela Via Press Comunicação, com direção geral de Elaine Hazin e por Paula HazinO ator/cantor é acompanhado por uma banda ao vivo formada por Vanessa Melo, Duarte Velloso e Arthur Oliveira. Duração: 50’

18h

Espetáculo musical: “Toada Crianceira – cancioneiro brincante da infância”

O espetáculo integra o repertório do grupo Canastra Real e se constitui a partir de canções tradicionais na forma de acalantos, brincos, lengas-lengas, parlendas, trava-línguas, tangolomangos e quadras populares. Viver a infância é algo cultural, tradição e usina de invenção, herança e esperança, algo que se pode aprender e ensinar. José Carlos Rêgo – Pinduka (voz e violão); Luciene Souza (voz); Berta Pitanga (flauta e voz), Marcos Bezerra (viola, violão e guitarra) e José Freitas (percussão). Direção de imagem: Danilo Scaldaferri. Duração: 1 hora e 5 minutos

Espetáculo-solo: “Dolly”

Adaptação teatral do conto homônimo da escritora Lygia Fagundes Telles, espetáculo-solo idealizado pela atriz Alethea Novaes, com direção de Marcelo Flores. O conto recria um fato real, um episódio de feminicídio acontecido em Hollywood há 100 anos. As personagens femininas do conto são interpretadas pela única atriz em cena, desdobrando-se em três perfis femininos – diversos e complementares. O texto é levado integralmente para a cena, buscando romper limites entre o palco e a literatura. O espetáculo, que estreou em 2007, prossegue em uma nova versão, transmissão online, tendo sido contemplado pela lei Aldir Blanc. Será apresentado o teaser do espetáculo na roda de conversa.

Joice Aglae Brondani

Coordenadora do PPGAC/ UFBA

Comissão organizadora

III Encontro de Pesquisadores em Artes Cênicas

Sonhar, realizar e pensar as artes cênicas em contexto de pandemia

Ana Cláudia Cavalcante

Antônia Pereira Bezerra

Daniela Amoroso

Eliene Benício

Joice Aglae Brondani

Marcelo Sousa Brito

Designers

Daiane Nascimento

Jandiara Barreto

Fabíola Simmel

Secretaria do PPGAC/ UFBA

Leandro Dias

Iale Nascimento