REVISTA REPERTÓRIO

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Temário

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Editorial
A revista Repertório, em sua nona edição, abre perspectivas de encontros e diálogos entre intelectuais e artistas para pensar a poética e a politica da diferença. A escolha desta temática para o Proscênio resulta da intenção de focalizar as artes cênicas afinadas a um debate politico e epistemológico atento a processos sociais excludentes vividos na Bahia e no Brasil. Os textos da primeira seção da revista alinham-se nesta diretriz. Trata-se de reconsiderar a diferença não mais restrita ao caráter descritivo e celebratório nos palcos da cultura, mas ampliá-la para o horizonte da prática artística voltada à revisão de códigos de cidadania e ciente de múltiplas tradições no modo de entender a diversidade cultural.
Por se tratar de uma revista de circulação nacional e internacional, a orientação deste número ateve-se à escolha de textos que cotejam questões relativas às artes cênicas no cenário baiano, sem restringir o enfoque apenas a este âmbito. Para tanto, abre espaços para leituras laterais ao tema central, que venham ampliar e refletir a heterogeneidade cultural e de discursos próprios a outras articulações de saber que envolvam teorias e aportes filosóficos assimétricos
contudo inter-relacionados
com seus lugares de enunciação. Diante desse conjunto de princípios, encaixam-se ensaios relativos à história das Escolas de Teatro e de Dança que acabam de completar 50 anos.
A terceira parte da revista, Persona, traz o perfil de Márcio Meireles, pela sintonia que a história de sua carreira como diretor teatral à frente do Teatro Vila Velha e do Bando do Teatro Olodum mantém com a temática aqui discutida. A trajetória artística deste diretor vem afirmá-lo não só como pensador das artes cênicas na Bahia, sobretudo como “um encenador da diferença” nos tablados baianos.
As duas últimas divisões da revista dedicam-se à avaliação do espetáculo Cuida bem de mim, uma montagem do Liceu de Artes e Oficio da Bahia, que estreou em 1996 e até hoje continua motivando reflexões teóricas e críticas quanto à importância de oficinas teatrais no tocante a processos de interação e inclusão social. Nessa linha de abordagem, também emerge o nome de Maria Betty Coelho, uma notável contadora de histórias na Bahia, que vem também pontuar a necessidade de rever as oficinas de criação e leitura de histórias atentas às performances espalhadas pelo cotidiano da cultura baiana, tradutora da resistência e das estratégias deste corpo público e politico.

 

Sumário

 

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